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Apoio para quem cuida

Quando o cansaço emocional faz uma mãe duvidar de si mesma

Sobre os pensamentos que surgem na exaustão, a culpa que vem depois e por que pedir ajuda é um gesto de cuidado

J Juliana Ribeiro Psicóloga · Leitura de 5 min

Existem dores que quase ninguém tem coragem de admitir. Dores que surgem no silêncio da madrugada, depois de mais um dia de exaustão, de preocupações, de tarefas sem fim, de noites mal dormidas e da sensação de que não sobra espaço para descansar.

Algumas mães chegam a um nível tão profundo de cansaço emocional que, em momentos de desespero, se pegam pensando: "será que eu fui feita para isso?", "e se eu não tivesse tido filhos?", "queria desaparecer por um tempo", "não aguento mais". E, logo depois desses pensamentos, vem a culpa. Uma culpa enorme, uma culpa que machuca.

Mas existe algo importante que toda mãe precisa ouvir: ter esses pensamentos em momentos de exaustão não significa que você não ama seus filhos. Significa que você está cansada. Muito cansada. Talvez cansada há tanto tempo que já nem lembra como era viver sem estar em estado de alerta constante.

A maternidade é linda, mas também pode ser extremamente desgastante. Principalmente quando você carrega tudo sozinha, quando não encontra apoio, quando precisa ser forte o tempo inteiro ou quando cuida de uma criança com necessidades específicas e enfrenta, todos os dias, desafios que poucas pessoas conseguem compreender.

Estar esgotada não faz de você uma mãe ruim

Você não é uma mãe ruim por estar esgotada. Você não é egoísta por desejar descanso. Você não é fraca por sentir que não consegue mais dar conta. Você é humana. E humanos têm limites.

Quando pensamentos como "queria sumir", "queria desaparecer" ou "não aguento mais" começam a aparecer com frequência, eles não devem ser ignorados. São um sinal de que o seu coração e a sua mente estão pedindo ajuda. E pedir ajuda não é fracasso: é cuidado, é coragem, é amor por você e pela sua família.

Talvez hoje você não precise de julgamentos. Talvez você precise apenas que alguém segure a sua mão e diga: você não precisa passar por isso sozinha.

Você não é fraca por sentir que não consegue mais dar conta. Você é humana. E humanos têm limites.

Um espaço para a mãe ser cuidada

Na Clínica Nascente, o nosso serviço de Psicologia foi pensado para acolher mães exatamente nesses momentos. Sem críticas, sem culpa, sem cobranças. Com escuta, respeito, acolhimento e apoio profissional para que você possa compreender as suas emoções, aliviar o peso que carrega e reencontrar caminhos para cuidar de si mesma.

Porque uma mãe também precisa ser cuidada. Também precisa ser ouvida. Também merece atenção, descanso e acolhimento.

Se você se identificou com este texto, saiba que existe esperança. Mesmo que hoje tudo pareça pesado, mesmo que você esteja chorando escondida, mesmo que esteja difícil enxergar uma saída: você não está sozinha. Existe ajuda, existe cuidado e existe um caminho para voltar a respirar com mais leveza. A sua dor merece atenção. E você merece ser acolhida.

Se você precisa de ajuda agora

Se você ou alguém que você conhece estiver tendo pensamentos frequentes de morte, sentir que pode se machucar ou acreditar que não consegue se manter em segurança, procure ajuda imediatamente. Fale com um familiar ou amigo de confiança, acione o SAMU (192) ou o CVV pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia, todos os dias. Você merece apoio e cuidado.

J
Juliana Ribeiro
Psicóloga e neuropsicóloga da Clínica Nascente. Acompanha crianças no desenvolvimento emocional e na aprendizagem, com olhar atento ao vínculo familiar.

Você tem se sentido no limite?

Existe um espaço para você ser ouvida e acolhida, sem críticas e sem cobranças. Fale com a nossa equipe de Psicologia: cuidar de você também é parte do cuidado com a sua família.

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